O cabelo é meu!

 

 

Muitas mulheres estão assumindo os cabelos naturais: crespos, cacheados, anelados,... Mas passar por essa transformação é um processo doloroso, que vai muito além das aparências. 

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Sente a energia desta foto! Só o poder, genteeee!!! Mulheres autênticas, fortes e empoderadas. Admiráveis.

A diversidade brasileira é riquíssima. É só andar nas ruas de olhos atentos para se encantar com diferentes tons de pele e tipos de cabelos: crespos, anelados, cacheados. Mas, para a grande maioria das mulheres, assumir os cabelos naturais é algo recente. E esta transformação, que vai muito além da aparência, é um processo demorado e doloroso. É preciso superar traumas e recriar uma auto-imagem. Encontrar com uma desconhecida dentro de si mesma. Enquanto a aparência muda, a mulher passa por diversas transformações internas. Vencer o próprio preconceito e erguer a cabeleira diante de uma sociedade racista e escravocrata é um desafio e tanto.

O retorno aos fios originais não é rápido. É preciso retirar toda a química de alisamentos e ter paciência para esperar os fios naturais crescerem. As mais corajosas encaram o "big chop", um corte radical, que retira todo o cabelo com química, o que pode deixar a mulher praticamente careca. Outras preferem fazer a transição aos poucos. Cortam gradativamente o cabelo alisado enquanto as raízes originais crescem. Outra opção são as tranças de cabelos artificiais, que podem ajudar a colorir o visual de quem está em plena transformação, mas não suporta cabelos muito curtos.

 Conversar com estas mulheres foi um aprendizado. Todo o meu respeito e a minha solidariedade às que buscam se melhorar, valorizar as raízes e a cultura negra e melhorar o nosso mundo.

Esse bate papo emponderador e inspirador esta no vídeo abaixo! Se joga! Um beijo!