Grafite, picho e galeria

 

 

O assunto é polêmico e diz muito da nossa relação com as cidades. Vandalismo? Expressão? Arte? Vamos falar de grafite, pichação e galeria.

Edit Davi Melo.00_00_18_11.Still001.jpg

Este mocinho ao meu lado eu conheço de outros carnavais... Há mais de 15 anos, o David já era conhecido como "DMS". Mas, naquela época, não era pai, nem independente. Era um moleque que frequentava o bairro Santa Tereza sobre as rodas (do skate). Roletava pela cidade, pichando os muros de BH e jogando MUITA conversa fora (ele fala demaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaais).

Agora é diferente. Quer dizer, a falação continua a mesma (amigo tem que zuar mesmo! rs). Mas, as palavras vem com engajamento, experiência, ensinamento. David virou gente grande. Grafiteiro conhecido internacionalmente. Coloriu muros em diferentes continentes. Fez do grafite sua arte e seu ganha pão. Expõe em galerias, vende telas, ilustra livros e objetos, que pagam o leitinho das crianças (duas lindezas).

Mas nem por isso abandonou totalmente o picho. Para ele, os rabiscos e o vandalismo, que tanto incomodam as pessoas, são um termômetro social necessário. O papo é polêmico e muito bom. 

Bora pensar de uma perspectiva diferente? Vamos falar de grafite, picho e galeria, no vídeo abaixo!