De onde é que vem a cachaça?

Minas Gerais tem a maior produção de cachaça do mundo. São mais de mil marcas da bebida.

Salinas tem tradição na fabricação artesanal e é conhecida como a Capital Mundial da Cachaça.

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É chão! Viajando mais de 600 quilômetros, de Belo Horizonte para Salinas, no norte de Minas, percebemos o quanto o nosso estado é grande. Minas Gerais é do tamanho da França todinha. Na estrada observamos a vegetação mudando, sentimos o calor apertar. Salinas fica pertinho da Bahia. O sotaque dos mineiros de lá tem um acento de baiano. E o clima da região é o ideal para o cultivo da cana de açúcar e para a fabricação da cachaça. 

Em maio de 2017 o governo do Estado lançou o +Gastronomia. Um projeto para conectar toda a cadeia produtiva da gastronomia de Minas Gerais.  Mais produtos estão sendo certificados e vendidos fora do Brasil. É mais emprego e renda no Estado. Eu topei o convite de viajar por Minas Gerais para descobrir ‘De onde é que vem’ essa qualidade gastronômica toda! A cada 15 dias, um episódio inédito. E o segundo é sobre a cachaça mineira que é considerada a melhor do país. 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fomos recebidos com música sertaneja, forró e muitas doses, no Museu da cachaça. Nele, uma sala com mais de duas mil garrafas de produtores artesanais locais, que comprova porque Salinas é a capital mundial da cachaça!

A cidade é também a primeira do mundo a oferecer um curso de Tecnologia em Produção de cachaça. São três anos de estudos para se formar um cachaçólogo, qualificado para participar de todo o processo de fabricação da bebida e também especialista na degustação dela. 

A região possui o Selo de Indicação Geográfica do INPI, que serve como uma prova da originalidade das bebidas e protege os produtores locais das falsificações.

 

 

 

 

 

 

 

 

Branquinha, amarelinha, envelhecida, suave,... Cada cachaça artesanal tem sabor, cor e aromas diferentes. E o que determina isso são vários fatores: o tipo da cana no plantio, o tempo de envelhecimento, o tipo de madeira das dornas de armazenamento, etc...

Visitamos algumas fábricas e acompanhamos diferentes processos de produção.

Na Havana, o produtor Kleber nos mostrou o processo mais artesanal da região. Há 75 anos, a fazenda segue a tradição do já falecido e  avô dele, Anísio Santiago. As máquinas antigas, o carro de boi e até a tesoura que corta as embalagens são as mesmas dos tempos do fundador, considerado uma lenda por muitos.  

Já na fábrica da cachaça Salinas é diferente. Suas máquinas potentes fazem dela a maior e mais moderna do Brasil. 

E claro que eu experimentei diversos tipos da bebida (com moderação) e também um refrescante caldo de cana, mais conhecido como garapa!

Está tudo aí, deliciosamente, no vídeo abaixo!

#compredomineiro