De onde é que vem o queijo?

                        O queijo artesanal de Minas Gerais está entre os melhores do mundo. Na região do Serro, cada fazenda produz um sabor diferente, há 300 anos. Tradição premiada internacionalmente.

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Quanto mais maturado melhor! O queijo artesanal do Serro é assim, demorado, precisa de tempo para se expressar. É um queijo "vivo". Os fungos e ácaros, presentes na sua casca, levam meses para transformarem a sua aparência e produzirem sabores intensos.

Viajamos até lá, na região do Vale do Jequitinhonha, a 300 quilômetros de Belo Horizonte, para descobrir de onde é que vem o famoso queijo do Serro.

Em maio de 2017 o governo do Estado lançou o +Gastronomia. Um projeto para conectar toda a cadeia produtiva da gastronomia de Minas Gerais.  Mais produtos estão sendo certificados e vendidos fora do Brasil. É mais emprego e renda no Estado. Eu topei o convite de viajar por Minas Gerais para descobrir ‘De onde é que vem’ essa qualidade gastronômica toda! A cada 15 dias, um episódio inédito. E o primeiro é sobre um dos queijos mais premiados do país. 

 

Em 2017, 20 produtores de Minas Gerais disputaram o concurso Mondial du Fromage, na França, com 700 queijeiros de vários países. Os mineiros ganharam 11 medalhas. Túlio Madureira, produtor do Serro, levou duas: uma de prata e uma de bronze.

Assista ao vídeo com os detalhes da produção de queijo no Serro: 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Casarões e igrejas conservados, cercados por montanhas. O Serro tem 300 anos de idade. É patrimônio nacional desde 1938. Caminhando pelas ruas de pedras, sem pressa, admiramos construções históricas. É cada janela antiga, porta larga...

Uma cidade charmosa e silenciosa, com 20 mil habitantes.  As pessoas nos transmitem calmaria. Um estilo de vida é simples. O mais natural possível.  

E todos que conversamos nos convidaram para entrar. Assim, visitamos várias casas. Em todas, uma prosa longa. Mas cada uma com seu queijo. A produção artesanal é assim. Cada produtor fabrica um sabor único. 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acordamos bem cedo para acompanhar a produção dos queijos do Serro, em algumas fazendas da região.

Na roça, o trabalho do Junior Barbosa, começa às 5 da manhã, quando a neblina ainda esconde as montanhas. 

O modo artesanal de fazer queijo no Serro é patrimônio imaterial brasileiro, conhecido internacionalmente. 

A técnica utilizada em cada propriedade é praticamente a mesma. Mas cada uma produz um queijo diferente, com sua própria personalidade. Tudo influencia na qualidade do queijo: o clima, a água, o pasto, a raça do gado e a mão do produtor. 

Gracinha, Garota, Azeitona, Sedutor,... Os fazendeiros conhecem intimamente cada um dos animais, considerados membros da família. A ordenha, assim como todo o processo de produção do queijo, é manual. E o carinho na hora de adicionar o pingo e o qualho, de dessorar, prensar e salgar a massa,  que deixam o produto tão especial. 

 

E quando o queijo fica firme, branco e redondinho, começa um outro trabalho: a maturação, que exige mais dedicação e paciência.

 

 

 

 

 

 

A maturação é o processo de envelhecimento do queijo. Uma camada de bolor e fermento cresce envolta do queijo, fazendo com que ele perca umidade e tamanho. É aí que o queijo desenvolve sua personalidade, ganha forma, cor aroma e sabores próprios. 

 

O fungo Geotricum candidun, que provoca o processo de maturação do queijo na região do Serro, é o mesmo utilizado pelos franceses na fabricação do famoso Camembert. 

 

Os queijos artesanais de Minas Gerais estão entre os melhores do mundo. Por isso, compre do mineiro!

#compredomineiro